Minha Família Amada, meu ouro, meu bronze, minha prata!

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domingo, 15 de maio de 2016

Domingo de Pentecostes

Eu sempre digo para meus filhos, que as crianças possuem a plenitude do Espírito Santo de Deus, pois elas são puras de coração, humildes, não guardam ódio e nem rancor para com aqueles que as machucam, vivem sempre alegres, são simples, são as florezinhas preferidas do jardim do Criador.
Santa Teresinha, possuía uma alma de criança, ela desejava fazer muito pelo o esposo de sua alma e gostava de contemplar as maravilhas de Deus na natureza, no livro da natureza, onde o Pai nos revela sua grandeza, simplicidade e sabedoria.  Ela queria compreender porque o Espírito Santo de Deus abundava em graças em algumas almas, principalmente as que mais O tinham ofendido e em outras quase não se percebia aos olhos humanos, a Face revelada do Senhor.
"Durante muito tempo me perguntei por que Deus tinha preferências, por que todas as almas não recebiam
um grau igual de graças, admirava-me ao vê-Lo prodigalizar favores extraordinários aos santos que o tinham
ofendido, como São Paulo, Santo Agostinho e que Ele forçava por assim dizer receber suas graças ou a ler
a vida dos Santos dos quais Nosso Senhor se agradou de acariciar do berço ao túmulo, sem deixar em sua
passagem nenhum obstáculo que os impedisse de elevar-se até Ele e prevenindo essas almas de tais
favores que elas não podiam manchar o brilho imaculado de sua veste batismal; eu me perguntava por que
os pobres selvagens, por exemplo, morriam em grande número antes de ter ouvido pronunciar o nome de
Deus… Jesus dignou-se de instruir-me nesse mistério, pôs diante de mim o livro da natureza e compreendi
que todas as flores que Ele criou são belas, que o brilho da rosa e a brancura do lírio não tiram o perfume
da pequena violeta ou a simplicidade arrebatadora da margarida do campo… Compreendi que se todas as
florzinhas quisessem ser rosas, a natureza perderia seu adorno primaveril, os campos não seriam mais
esmaltados de florzinhas. (A história de uma alma, p.49).
“Assim é no mundo das almas que é o jardim de Jesus. Ele quis criar os grandes santos, que podem ser
comparados ao lírio e às rosas, mas criou também os menores e os que devem contentar-se em ser
margaridas ou violetas destinadas a alegrar olhares de Deus quando os abaixa aos seus pés. A perfeição
consiste em fazer a sua vontade, em ser o que Ele quer que sejamos… Compreendi também que o amor
de Nosso Senhor se revela tanto na alma simples, que em nada resiste à sua graça, como na alma mais
sublime…” (A história de uma alma, p.49).

Assim, são as almas simples, as pequeninas, como as crianças, que estão sempre  fazendo Deus sorri, felizes, agradecidas por estarem ali  no livro da vida, cumprindo Sua santa vontade.

Que o Espírito Santo venha sobre cada um de nós, sobre nossos filhos, sobre o Brasil, sobre todos nós. Amém