Santa Teresinha
"Eu temia que o bom Deus depressa a levasse para si"
A irmã mais velha de Teresa Martim assim exprimiu sua admiração e seu temor quando, aos oito anos, a irmanzinha lhe pedia mais oração, como quem tem sede E tinha razão de admirar e tremer, porque na vida de Teresinha tudo - a infância precoce a adolescência abreviada, a licença especial de entrar Carmelo com 15 anos, o noviciado, os sete anos de vida consagrada, tudo na vida dela parecia acelerado, como se Deus tivesse pressa de levá-la para Si.
" Tenho sede" disse Teresa
" Tenho sede" disse Jesus
Certa vez, num Domingo de Pentecostes, em 1887, no fim da missa, Teresa viu a ponta de uma imagem a sair de entre as páginas, era Cristo crucificado. No primeiro momento Teresa só viu uma das mãos perfurada e sangrando, ela então disse: "Meu coração rasgou-se à vista desse sangue precioso que caía no chão sem ninguém para recolhê-lo. Resolvi então estar continuamente em espírito ao pé da cruz para receber o divino orvalho da salvação e logo espargi-lo sobre as almas. Desde esse dia o grito de Jesus tenho sede ficou em meu coração, queria dar de beber ao meu amado, e eu mesma me sentia devorada pela sede das almas. Parecia-me ouvir Jesus falar-me como à Samaritana: " Dá-Me de beber" A todo custo queria arrancar os pecadores às chamas eternas.".
A partir desse dia, ela ficou aos pés do Crucificado e aprendeu no contato com a cruz o amor das almas pelas quais Jesus padeceu e da sede das almas, que foi crescendo dia a dia em seu coração
"Era uma verdadeira troca de amor: às almas eu servia o sangue de Jesus, à Jesus eu oferecia essas mesmas almas e quanto mais eu lhe dava a beber mas crescia a sede de minha pobre pequenina alma, e eu recebia o ardor dessa sede como a mais deliciosa recompensa."
Jardim de Santa Teresinha
Oração
" Ó Jesus suplico-Te que abaixes Teu divino olhar sobre
a multidão de almas pequenas.
Suplico-Te que nesse mundo
escolhas uma legião de almas
pequenas vítimas, dignas de Teu amor"
Santa Teresinha do Menino Jesus
Consulta: ( Revista Permanência, Jan-Fev 1973, no. 51-52, ano VI).
